PROGREDIR · AJUSTAR A RESISTÊNCIA
Define um critério de progressão, confirma a execução e aprende a lidar com os saltos de peso das máquinas.
Neste artigo
A próxima placa precisa de um motivo
Aumentar a resistência pode fazer parte da progressão, mas a decisão fica mais clara quando existe uma regra definida antes do treino. Sem essa regra, é fácil aumentar porque a sessão anterior correu bem ou porque a pessoa ao lado usa mais peso.
Escolhe com o teu programa um intervalo de repetições ou uma duração de referência. Usa-o com uma execução descrita: equipamento, ajustes, amplitude e cadência. Uma mudança num destes elementos pode exigir uma nova referência, em vez de uma comparação direta.
Confirma três coisas antes de aumentar
A tarefa foi cumprida: atingiste o critério planeado, e não apenas um resultado próximo obtido à custa de repetições incompletas.
A execução manteve-se: não acrescentaste impulso, descansos longos ou uma amplitude diferente para chegar ao número.
O resultado é repetível: uma segunda sessão comparável ajuda a distinguir capacidade consolidada de uma oscilação favorável. Esta confirmação é uma regra prática proposta neste guia, não uma obrigação biológica.
Um exemplo de progressão em duas etapas
Exemplo fictício: o programa do André usa um intervalo de 8 a 12 repetições controladas numa máquina de peito. Com 30 kg, ele passa gradualmente de 9 para 12. Confirma as 12 noutra sessão com os mesmos ajustes e critério técnico.
Pode então experimentar o menor aumento adequado disponível. É normal que o número de repetições desça quando a tarefa fica mais exigente. Se a mudança o impede de trabalhar dentro do intervalo previsto ou compromete a execução desde o início, o salto foi demasiado grande para aquele momento.
O intervalo 8–12 serve apenas para ilustrar a lógica. Não é apresentado como a única faixa eficaz nem deve substituir a prescrição do teu programa.
Quando a máquina só permite saltos grandes
Passar de 20 para 25 kg é um aumento de 25%; passar de 80 para 85 kg é de cerca de 6%. A mesma placa representa desafios diferentes. Por isso, «mais uma placa» não é uma unidade universal de progressão.
Verifica se o equipamento permite incrementos menores através de acessórios aprovados pelo fabricante. Não improvises pesos em locais sem fixação segura. Se não existe uma opção intermédia, podes manter a carga e rever o intervalo com quem orienta o programa.
Evita alterar simultaneamente a carga, a cadência e a amplitude para conseguires usar o novo peso: deixarias de saber qual foi a mudança responsável pelo resultado.
O que fazer na sessão seguinte
Anota a nova carga e o resultado. Se houve perda de execução, descreve-a. Voltar temporariamente ao peso anterior pode ser uma correção do processo, sem apagar o progresso já conseguido.
A posição ACSM de 2009 descrevia aumentos graduais de carga quando o praticante ultrapassava o alvo de repetições. É uma orientação histórica de progressão, não uma validação específica do HIST. A atualização de 2026 reforça a adaptação das variáveis ao objetivo. ACSM, 2009. ACSM, 2026.
Fontes e leituras complementares
As referências científicas estão ligadas junto das afirmações a que dizem respeito. Os textos de Drew Baye abaixo foram consultados para identificar questões práticas do HIT. Este artigo tem redação, organização e exemplos próprios; não é uma tradução desses textos.
Baye — reflexão sobre a importância de comparar registos de execução
Antes de subir a carga
Confirma o alvo definido, a execução e a repetibilidade do resultado. Depois escolhe um incremento adequado e regista o que aconteceu na sessão seguinte.
Aprende a decidir o próximo passo
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